Wednesday, June 10, 2009

Poema da gare de Astapovo

O velho Leon Tolstoi fugiu de casa aos oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos bancos lustrosos pelo uso
Que existem em todas as estaçõezinhas pobres do mundo,
Contra uma parede nua...
Sentou-se... e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Glória,
Esse irrisório chocalho cheio de guizos e fitinhas
Coloridas
Nas mãos esclerosadas de um caduco!
E então a Morte,
Ao vê-lo sozinho àquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali à sua espera,
Quando apenas sentara para descansar um pouco!
A Morte chegou na sua antiga locomotiva
(Ela sempre chega pontualmente na hora incerta...)
Mas talvez não pensou em nada disso, o grande Velho,
E quem sabe se até não morreu feliz: ele fugiu...
Ele fugiu de casa...
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade...
Não são todos os que realizam os velhos sonhos da infância!

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pois é,Quintana..que saudade me deu dele hj:) da sua perspicácia, das suas observacoes sempre pontuais e cheias de riso...lindo,lindo Quintana...e me deu vontade de colocar este poema,falando sobre Tolstoi que foi sempre tao sério e cheio de uma moral implácavel e imenso e que Quintana consegue deixar assim tao humano,simples,doce bem no seu último momento.

Quintana é anti-drama.Quintana é meiguice.Quintana é beleza que nao precisa de peso pra provar-se inteligente.

bom...Quintana aí e eu escrevendo besteiras:P

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