não sei. hj resolvi botar pra fora uma questão que anda me rondando. aceito e aceitei o rótulo que me deram há muitos anos por uma questão de praticidade? por não agüentar a pressão de uma sociedade, enquanto a minha própria pressão interna já estava insuportável? tudo que essa decisão não foi: simples. e lutei bravamente contra ela, mas 'engoli a pílula' sim- sem e com trocadilhos;) tomo os estabilizadores de humor de uns anos pra cá e venho percebendo que eles não evitam que eu passe pelas mesmas crises e com a mesma intensidade. a mesma.
se assim é, então só posso concluír que sou o que sou, bipolar ou não. minha principal desordem foi de outra ordem. a não sustenção do que sou, a não capacidade de lidar com as minhas diferenças. com a minha não normalidade. essa bendita não normalidade, essa genial não normalidade, que sempre me fez intensa, questionadora e crítica de mim e dos meus arredores. mas o rótulo vem fácil e aceitá-lo também é fácil, às vezes é a nossa salvação.pra mim foi.
porém o tempo de precisar ser salva passou. o tempo de aceitar ser rotulada passou. atravesso agora uma crise pessoal e, como qualquer crise, ela vem pra me empurrar pra frente, pra me fazer perceber como sou maior do que pensava. e extremamente forte. é só olhar pra trás. pra dentro de mim e, como sempre, pros meus arredores. crise é risco e oportunidade, segundo o i ching. e vou aceiteitando o risco e a oportunidade de crescer. novamente.
é bom aceitar que, levemente maníaca ou levemente depressiva -normalmente, mais do que levemente depressiva, já que tendo a arroubos dramáticos- é isso que sou e os estabilizadores não conseguiram barrar esta minha tendência. a culpa por isto sim, é que me faz ficar mal, não estas características intrínsecas. ter percebido isto , aos plenos 34 anos de idade, me faz uma vitoriosa. uma vitoriosa cheia de batalhas pra enfrentar , ciente que as melhores armas são amor prórpio. amor- dado e recebido- do meu filho; do meu marido- que vê minhas reais cores-; dos amigos verdadeiros-aqueles que te abrangem completamente com doçura ou dureza- e da família-mesmo que te deixe louca( bom, normalmente isso acontece sempre:P). e esta sim, a família, é elemento decisivo para a nossa principal construção nesta vida: o próprio ato de escolher. família pratica o amor de medo. e ou a gente escolhe rapidinho saír dessa ou vive uma vida encolhida, acovardada, pequenininha...mas, isso são outros quinhetos:) e só pra acabar essa prosa, família, seu moço, "é cebola cortada";)
Friday, June 20, 2008
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